Quem é Paulo Rocha
Passei boa parte da minha vida profissional dentro de universidades e instituições formais. Dando aula, pesquisando, avaliando trabalhos, participando de reuniões onde tudo parecia muito bem estruturado (pelo menos no papel). Na realidade, a história era outra. Gente extremamente competente travava, se enrolava ou perdia espaço em situações decisivas simplesmente porque não conseguia se comunicar direito quando a pressão entrava na sala.
Durante muito tempo, tentei explicar isso pelos caminhos mais óbvios. Falta de confiança, nervosismo, pouca prática. Nada disso se sustentava. O padrão que eu via se repetia demais. O problema não era psicológico nem motivacional. Era estrutural. A comunicação falhava porque o contexto mudava, o risco aumentava, e ninguém tinha critérios claros para decidir o que dizer, como dizer e quando parar.
Também demorei a assumir que esse seria o meu campo de trabalho. O mercado de “comunicação profissional” é raso, barulhento e cheio de atalhos fáceis. Eu não queria fazer parte disso. Mas continuar descrevendo o problema sem intervir diretamente começou a parecer uma forma elegante de fuga.
A virada veio quando passei a juntar três coisas que raramente aparecem juntas: pesquisa acadêmica, prática institucional e observação direta de conversas reais em ambientes de alto risco. Em vez de ensinar técnicas, comecei a olhar para onde a comunicação quebrava de fato. Onde a autoridade vazava. Onde a mensagem perdia força. Onde o erro deixava de ser abstrato e passava a ter consequência.
Hoje, uso minha competência e experiência para te ajudar a reduzir o risco de ser mal interpretado quando isso custa caro. Menos performance, menos discurso bonito. Mais clareza, mais critério e mais controle sobre o que está em jogo.


Minha abordagem
Minha abordagem parte de uma premissa simples: comunicação só é um problema quando algo está em risco. Fora disso, quase tudo funciona. É por isso que não trabalho com técnicas genéricas, exercícios descontextualizados ou fórmulas que prometem funcionar em qualquer situação. O ponto de partida é sempre o contexto real e o que pode dar errado ali.
Em vez de treinar “habilidades”, eu faço diagnóstico. Olho para onde a mensagem perde força, onde a autoridade se dilui, onde o interlocutor começa a resistir ou interpretar outra coisa. A partir disso, estabeleço critérios claros de decisão: o que precisa ser dito, o que não deve ser dito, como estruturar a mensagem e quando encerrar. O objetivo não é só soar bem, mas também se sustentar.
O resultado não é alguém mais confiante ou eloquente. É alguém que sabe operar sob pressão sem improvisar. Comunicação deixa de ser tentativa e passa a ser escolha. Menos ruído, menos desgaste, menos risco quando errar não é uma opção.




